As frases me vinham dispersas em momentos variados e eu acabava por distrair-me com outros pensamentos e, com isso, acabava por deixar de lado a minha vontade de compreender os estranhos versos do poeta.
Hoje, entretanto, farei uso das famosas teclas de atalho Ctrl+C e Ctrl+V, e vou postar aqui no blog o tão amargurado poema. Eis-lo:
Versos Íntimos
Augusto dos Anjos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Enfim, não há muito o que comentar acerca deste poema tão animador... Mas embora eu o ache estranho, também o considero engraçado, e em parte se vê que o poeta era um grande observador das relações humanas.
É isso então! Não tinha como deixar de registrar o famoso poema deste que tornou-se um dos poetas mais lidos de nosso país.